Campinas integra pesquisa da Fiocruz para aceitação de medicamento injetável contra HIV

O município de Campinas foi selecionado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para participar de pesquisa de avaliação que pode viabilizar o uso do lenacapavir, medicamento injetável de aplicação semestral para prevenção do HIV. A cidade é uma entre sete no Brasil escolhidas para estudo de possível incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS). 
 

O Centro de Referência (CR) em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais foi selecionado para implementação do projeto, cujo início está previsto para o primeiro semestre de 2026.
 

Serão distribuídas 1.500 doses entre as unidades selecionadas, entre as quais está o Centro de Campinas. O atendimento ocorrerá por demanda espontânea no centro de referência para pessoas que atendam ao critério estabelecido pela instituição.
 

“O lenacapavir representa uma importante alternativa para pessoas que têm dificuldade de aderir ao uso diário de medicamentos. Contribuímos para que o Ministério da Saúde tome decisões baseadas em evidências sobre sua inclusão no SUS, beneficiando toda a população brasileira”, destaca Josué Lima, coordenador do Programa Municipal de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais.
 

Para que serve o medicamento?

O lenacapavir é um antirretroviral que atua impedindo que o vírus HIV, causador da Aids, se multiplique no organismo. É uma alternativa à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) que exige uso diário de comprimidos, com aplicação a cada seis meses oferecendo proteção contínua contra a infecção pelo HIV. A praticidade da aplicação semestral pode beneficiar especialmente pessoas que têm dificuldade em manter a rotina de tomar medicamentos todos os dias.
 

Profilaxia em Campinas
 

A rede municipal de saúde oferece diferentes métodos de profilaxia ao HIV:
 

  • PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), ofertada desde 2018, o método combina dois medicamentos antirretrovirais (tenofovir e entricitabina) que bloqueiam os mecanismos que o HIV usa para infectar o organismo.
     
  • PEP (Profilaxia Pós-Exposição), uma medida de prevenção de urgência para situações de risco à infecção pelo HIV, como violência sexual, relação sexual desprotegida e acidente ocupacional. 
     

O município também faz parte de outro estudo da Fiocruz, há cerca de um ano e meio, para avaliação de viabilidade do medicamento antirretroviral injetável cabotegravir, com aplicação a cada dois meses. Cerca de 200 pessoas participaram do estudo desde seu início.
 

Quando pessoas portadoras do HIV não realizam tratamento específico elas podem desenvolver Aids e apresentam risco de adoecimento e morte.
 

A diferenciação de modalidades da profilaxia ocorre mediante orientação de um profissional de saúde conforme avaliação de cada situação. 
 

Formas de contágio por HIV

– Por relações sexuais (anal e vaginal). A transmissão por sexo oral tem risco muito reduzido.

– Da mãe portadora do HIV para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação. A gestante portadora do HIV, se diagnosticada e tratada adequadamente, não transmite o vírus.

– Compartilhar agulhas e/ou seringas e instrumentos perfurocortantes (alicates, por exemplo) sem esterilizar.
 

Serviço:

Centro de Referência em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais

– Endereço: rua Regente Feijó, 637, Centro

– Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 7h às 20h. Às quintas-feiras, das 14h às 15h, o serviço é interrompido para limpeza do pátio e reunião de equipe.

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